quarta-feira, 2 de maio de 2012

Celebrar o Dia da Mãe



Mãos de mãe

     Noite após noite, a minha mãe vinha aconchegar-me, mesmo quando eu já deixara há muito de ser criança. Tal como outrora, inclinava-se sobre mim, afastava o meu cabelo comprido e beijava-me a testa.
      Não me lembro de quando o gesto das suas mãos a afastar o meu cabelo começou a irritar-me. Mas aborrecia-me deveras que ela passasse as mãos ásperas e gastas pelo trabalho sobre a minha pele macia. Uma noite gritei, zangada:
       — Não faças mais isso! As tuas mãos são muito ásperas!
      A minha mãe não disse nada, mas nunca mais aquele gesto de amor rematou os meus dias. Continuei acordada muito tempo depois de ter proferido aquelas palavras, que agora me perseguiam. Contudo, o orgulho abafou a consciência e não consegui dizer-lhe o quanto lamentava tê-las proferido.
      Os anos foram passando, sem que a memória daquela noite se apagasse. O incidente, que ora parecia recente ora se afigurava longínquo, nunca me saiu da mente e eu comecei a ter saudades daquele gesto que reprimira.
    Hoje a minha mãe já ultrapassou os setenta anos e as mãos que outrora achei tão ásperas ainda trabalham para mim e para os meus. É ela que tem sido a nossa médica, ao procurar no armário o remédio para aliviar uma dor de estômago ou de um joelho ferido dos mais novos. É ela que faz o melhor frango frito do mundo, que tira as nódoas das calças de ganga como eu nunca consegui, que ainda insiste em servir gelado a qualquer hora do dia ou da noite. Ao longo dos anos, as mãos da minha mãe trabalharam durante
horas incontáveis, muito antes de haver máquinas de lavar e tecidos resistentes que não engelham.
    Agora, os meus filhos já são crescidos e independentes e o meu pai já faleceu. Em ocasiões especiais, vou passar a noite com ela.
     E foi assim que, numa véspera do Dia de Ação de Graças, quando eu começava a adormecer no quarto da minha infância, senti uma mão conhecida, que passava, hesitante, pelo meu rosto, para afastar o cabelo da minha testa. Quando um beijo, sempre igualmente gentil, pousou no meu sobrolho, recordei, pela milésima vez, a noite em que a minha voz jovem e ríspida soara indignada:
      — Não faças mais isso. As tuas mãos são muito ásperas!
     Então, segurando a mão da minha mãe, disse-lhe o quanto lamentava aquela noite. Pensei que, como eu, ela se lembrasse... Mas a minha mãe não sabia do que eu estava a falar, pois há muito que tinha esquecido e perdoado.
    Naquela noite, adormeci profundamente grata pela presença da minha mãe e pelo carinho das suas mãos.
     E a culpa que eu tinha carregado durante tantos anos desvaneceu-se.
                                                                                                              
Louisa Godissart McQuille


Jack Canfield, Mark Victor Hansen
A Second Chicken Soup for the Woman’s Soul
HCIbooks, Deerfield Beach, 1998
(Tradução e adaptação) 

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Encontro com Pedro Seromenho

Reciclomania



Pedro Seromenho, escritor e ilustrador, irá estar na EBI João Roiz, no dia 15 de maio, para apresentar a coleção "Reciclomania".

As melhores viagens...








sexta-feira, 20 de abril de 2012

Concurso Nacional de Leitura - Fase Distrital

Por terras de Ródão










Festa da Leitura










Preparadas para...


Ângela Frango, Adriana Nascimento e Júlia Barata
(1ª parte - Antes da Prova Escrita )


2ª parte - Antes da Prova Oral


Ângela Frango (EBI João Roiz - à direita)
1º lugar na Prova Escrita

  Momentos...





 Ângela Frango (EBI João Roiz) 3º lugar, na Fase Distrital

 

Camionete da Carreira, de Luís Cerejo

Luís Cerejo, docente de Língua Portuguesa na nossa escola, apresentou o seu primeiro livro.
O autor é natural dos "Três Povos" (Salgueiro, Quintãs e Escarigo), no concelho do Fundão.
O universo do livro situa-se no espaço entre Castelo Branco e a Serra da Estrela.
É um livro de contos que retrata a cultura e as tradições da Beira Baixa.

Aconselhamos uma viagem na Camionete da Carreira!

 Início da apresentação do livro

 Ilustradora - profª Anabela Tomás

Palavras... com música

Sessão de autógrafos

 Para mais tarde recordar...

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Camionete da Carreira, de Luís Cerejo

Por: José Teodoro
O nosso amigo e ex-colega do Tortosendo Luís Cerejo acaba de editar um livro de contos. Já fez a apresentação na sua terra natal e agora é a vez de Castelo Branco, cidade onde vive e trabalha: no próximo dia 19 de abril, na sua escola (Escola Básica João Roiz) e a 4 de maio, na Biblioteca Municipal de Castelo Branco.
O universo dos quatro contos é a região onde nasceu e vive, com epicentro nos Três Povos. Na Introdução, o Cerejo situa o leitor:
…Três Povos é uma designação que não vem no mapa… nem consta de nenhum documento oficial nem nos registos da polícia… mas existe e todos os que lá habitam sabem que existe e que é assim que se chama.
Os que lá habitam sabem que nos documentos oficiais constam outras designações, mas eles e os amigos e as pessoas das terras em volta e todos aqueles que são importantes sabem do que se fala quando se diz “Três Povos”.
É assim e pronto.
Capa do Livro de Luís Cerejo
Deixo-vos com um trecho do conto “Camionete da Carreira”. Escolhi a parte em que o Cerejo escreve sobre o Tanã, que eu ainda conheci cerca de 1990, quando lecionei na Meimoa, pois o Tanã era rapaz de amplas geografias.
Andava sempre por ali, pelo Largo Central e pelo Café Central que também era restaurante. A razão era simples: O dono do café, o Domingos, tinha pena dele porque não tinha pai, a mãe era meio louca e o pobre vivia sem eira nem beira à espera que alguém falasse com ele, lhe desse um pouco de atenção ou de comer. Ou se calhar, por outra razão qualquer.
Pelo pormenor podemos reconhecer a peça: o Domingos, depois de ter servido os clientes, chamava o Tanã, sentavam-se os dois à mesa e almoçavam como dois bons amigos. O Domingos falava-lhe do Sporting que este ano é que iria ganhar o campeonato e do Mané Fanã que era o melhor jogador do mundo e o Tanã que não entendia as palavras mas compreendia muito bem o essencial das coisas e das pessoas só respondia:
-- Minga, amigo! – e ria-se com alma pura de louco.
Quem quiser ler mais tem de comprar o livro ao Luís Cerejo, pois é uma edição de autor.
Temos escritor!

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Problema do Mês de ( abril )



Regulamento do concurso “Problema do Mês”

  1. O problema do mês é um concurso de resolução de problemas, organizado pelo grupo de matemática em colaboração com a equipa da biblioteca, aberto a todos os alunos do 2º e 3º ciclos da EBI João Roiz.
  1. O concurso visa essencialmente incentivar e desenvolver o gosto pela Matemática, bem como desenvolver a criatividade e capacidade de raciocínio dos participantes.
  1.  O concurso é constituído por uma série de provas (problemas), a realizar mensalmente entre 1 de Outubro e 31 de Maio.
  1. O concurso terá duas categorias. Uma dirigida aos alunos do 2º ciclo e a outra dirigida aos alunos do 3º ciclo.
  1. Cada aluno participará individualmente.
  1. O problema a resolver será divulgado no blog da biblioteca, na página da escola. Durante o mês em questão, a resposta deverá ser introduzida numa caixa colocada para o efeito na biblioteca, até ao dia 26 do respetivo mês.
  1. A folha de respostas não obedece a quaisquer requisitos. Deverá, no entanto, estar em bom estado de conservação e nela constar o nome, n.º, turma e ano que o aluno frequenta, sob pena da resposta não ser considerada.
  1. As respostas dadas deverão ser as mais completas possíveis. O participante deverá efectuar todos os cálculos, e/ou explicitar o raciocínio seguido, na folha de resposta.
  1. A cada problema completamente bem solucionado será atribuído um total de 10 pontos. Os critérios de classificação contemplam a originalidade da resolução, a clareza da comunicação e o rigor do raciocínio.
  1. Mensalmente, serão afixados, por categoria, os resultados respeitantes ao problema do mês anterior e os pontos acumulados até essa data por cada concorrente. Será também afixada a resposta considerada pelo júri como "a mais conseguida". 
  2. Os cinco concorrentes com melhores classificações, em cada categoria, irão realizar uma prova de seleção na escola, para apurar os três primeiros classificados.
  1. Haverá, no final do ano lectivo, prémios para os três melhores pontuados em cada categoria. Em caso de empate, os premiados serão definidos por ordem crescente das idades.
  1. Em caso omisso no regulamento, será decidido conforme parecer da equipa organizadora deste concurso.
VAI ATÉ À BECRE E PARTICIPA!!!